Standing With Israel - III
UM MUNDO ÀS AVESSAS Quando as atrocidades cometidas ultrapassam o horror da ficção, as palavras sucumbem. Mesmo depois de os corpos arrefecerem na última paz, as palavras continuam caladas, fogem para um lugar onde mesmo o mal tem fronteiras, limites que não são ultrapassados mesmo pela capacidade mais desumana de infligir sofrimento e morte, repetidamente, insaciavelmente, como se torturar e matar fosse o único propósito da vida. Esse lugar não existe, mas de algum modo as palavras encontram-no e lá ficam abrigadas temporariamente da incontornável realidade do Mal. E quem quiser falar dos horrores terá de se resignar ao silêncio durante longo tempo, até que a necessidade de preservar a verdade e denunciar o horror se sobreponha a toda a dor e aos gritos da turba cega que continua a clamar por mais e mais sangue. O sangue dos Judeus, mais uma vez. Nada de novo no Médio Oriente onde a grotesca ideologia de guerra, o Islão, nasceu e come...