Standing With Israel - VI
Ténue fronteira No auge do silêncio Depois do auge de todos os gritos Ainda se encosta o ouvido Aos muros cravados de balas Ao chão de relva fria Vermelha de sangue e agonia. Estarão perto, estarão longe Ocultos no virar da esquina Onde acaba a casa que resta E começa, logo ali, no meio do jardim Invadido, esventrado, o território inimigo? Não te movas, corpo meu Não cedas agora, alma minha Que só inerte no silêncio Podes amanhecer vivo. São Ludovino, 9/1/2024 Jardins Suspensos Nas cidades da Babilónia Os jardins eram doridos Cada flor tinha a cor de uma dor qualquer De umas mãos, de um coração Que batia, batia sem poder viver Nas cidades da Babilónia Os jardins pertenciam todos ao imperador Todos os jardineiros e todas as flores Toda a liberdade e todos os destinos E as pétalas caídas pertenciam À terra que as recebia silenciosamente E com elas cobria de veludo Os corpos exaustos e famintos dos jardineiros Nas cidades da Babilónia Os jardins queriam chegar ao céu Montados em nu...